domingo, 31 de janeiro de 2010




ecoa por dentro

desilusão é a fraqueza dos sonhadores.
Esta é certa de que vem, mais cedo ou mais tarde, mas vem.
Por que não nos pouparmos do contrangimento, das surpresas desagradáveis, das decepções?
Por que necessitamos sempre dessa esperança de um amanhã promissor?





Porque um homem sem sonhos é um ser inanimado.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Acho que perdi a voz, ou ao menos a vontade de falar. Meu olhar está fundo, opaco. oblíquo e dissimulado. Peço que alguém leia meus lábios, ouça meu sussurro, e entenda o que quero Quero..um copo, um cigarro, voltar àquele bar que no passado me via sorrir, balançar parece que agora não quero mais ficar.. acho que perdi a vontade de falar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

argueiro

Barreiras fictícias criadas por nós mesmos vão se tornando concretas à medida em que tomamo-as como verdadeiras.
Devemos expandir nossa visão, e não nos limitarmos ao achismo. Aqueles que acham que sabem estão retrocedendo cada vez que deixam de ouvir, por orgulho ou mera falta de interesse.
Pré-conceito gera preconceito.




Aos poucos eu aprendo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mudança é progresso, vem lenta e gradualmente. E estou a sentindo aos poucos.
Egraçado, não o sinto mas aqui...
...a questão é: se a dor é apenas passageira, ou se permanece.



Entre uma conversa com rafao'konors, ela respondeu:
'vou esperar o tempo me falar'

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

sinceramente, nada mais me importa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

look alive

These days, when u feel everything and everyone against u
showing what's right or maybe not, just take a breath, wash your face
smile and LOOK ALIVE.

and repeat it repeat it repeat it.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

neutra

Toda essa impertinência, esse mal caráter, definham-me aos poucos.
Esse aspecto abatido, cor pálida, são traços do que me cerca,
do mal gosto das palavras, do pouco caso que, por acaso, dói mais.
Estou errada, eu sei...sou errada, eu sei. Estou me sentindo cada vez mais esquecível

só te peço que não me perca de vista.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ainda corre em mim seu gosto,
só não sinto mais aquele sal da boca. Agora é fraco, é insípido, sem cheiro.
Agora é doce.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Já passou das 19h,
e parece que meu inferno astral veio pra ficar...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009



I'm looking throw the good times now yeah...




quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Toda rebuliços

Há todo um charme quando passa. Deixa seu perfume, balança seu cabelo,
vira de esgueio, lança um sorriso, causa desgraça.
Há algo em seus olhos que me inspiram, não digo que é seu brilho pois não se pode olhar diretamente, dizem que acaba se encantando.
Nunca tentei, não preciso, já me conquistou faz tempo.
Aquele sorriso indiscreto e olhar indireto palpitam qualquer coração inocente e desconhecido que se atreve a perguntar seu nome.
Não sabem lidar com ela como eu sei.
Entre suas palavras de bom tom eu grito 'Chega! Acorde! Nem tudo é como queremos ou como sonhamos' respiro, continuo 'Sempre acabamos discutindo pois não sabe enxergar a vida, encare-a de frente!'
Movimenta a cabeça como se concordasse, sorri meio de lado como se não ligasse.
E não liga.
Engulo a bebida, puta da vida.
Mal eu sei que a cega sou eu, a covarde sou eu, e a sonhadora, é ela.




Saudades não tenho, ainda te sinto por aqui.
Te amoo Sá sua pragaaa

'Amigas não mais, já passamos desse nível.'

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ah quem me dera se sorrisos não custassem!
Se seu interior se refletisse em seus traços,
já já estou virando pedinte de abraços.

Onde estão os amenos, os afáveis?
Esse inverno vem nos esfriando, pouco a pouco.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Palavras não são necessárias .
OLHE PARA BAIXO E VEJA O PEDINTE ATORMENTANDO-SE DE FRIO NA CALÇADA, A DESIGUALDADE BATE À SUA PORTA! MOVA-SE! SAIA DO CONFORMISMOO!!
ainda temos chance!
Somos tão jovens, e tão acomodados.
Quero mudar e ser mudada.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pensa, logo incita.

Ante os olhos dos que o cercam passa como quem não quer nada.
Aspirante a bon vivant,
agora aspira entre a cerveja e a cachaça.
Palma da mão é de calos, palavras o afagam quando o calam.
'Seja realista' eu falo, 'pare de crer que pode mudar o mundo!
Joga teus ideais no lixo e senta pra tomar um café'.
Se cala, sorri. Sabe que é uma pessoa errada.
A pessoa errada, na época errada,
suas tatuagens desmentem sua cara lavada.





Pouco bom, mas pra você, bom é pouco.
Homenagem!

domingo, 28 de junho de 2009

Este frio, que nos lambe do nariz à ponta dos dedos, arroxeando aqueles lábios que esperam o calor de outros lábios para se manterem aquecidos.
Pincela as ruas com suas rajadas, batendo de porta em porta procurando pela menor fresta para invadir os aconchegos dos lares. Os mais educados entram lentamente, sussurando sua chegada, fazendo-nos sentir sua presença pela pele.
Nos apodera, nos domina, leva consigo todo o calor. Aquele calor que nos aquecia, aquele calor que nos afagava, deixa-nos aqui, gélidos corações.
Tão frios.

terça-feira, 23 de junho de 2009

au son du son

Me pega no braço me arranha me joga finja que sou sua
eu voo deliro me apego me enlaço acordo desisto desfaço
não se faça me faça não dos outros não dela nem de ninguém, meu.
Baila comigo.

sábado, 30 de maio de 2009

Amargamente

Ga era descrente, sorria sem vontade. Vivia com tudo, por nada.
Andava não, rebolava. Atraía os olhos de quem passava. Dançava.

Batom na boca, batom que marcava a muitos, mas que saía na primeira lavada.
Continuava a sorrir.

Quantas juras de amor não ouvía?
-amar, Ga.
-amar - Ga mente.

Era toda rebuliços, saía, comprava, descomprava.
Um belo par de sapatos para o verão, para o sambão, aí sim sua crença!
Um para cada estação, para toda a atenção, e dançava.
Era preocupada de nada.

Não queria filhos, não queria casa. Vivia dos outros, e quantos outros viviam por ela!
Amava café, café amargo. Prazer pra pouca gente.
Não a faltava nada.
E os outros respondiam:
-amar, Ga.
-amar - Ga mente.

Infeliz e não sabia, cheia de nada, vazia de tudo.
Íam e vinham muitos, ela sempre ficava.
Pra ficar perto de todos, dançava.
E a música tocava lentamente:
-amar, Ga.
-amar- Ga mente.

domingo, 24 de maio de 2009

EU ETIQUETA

"Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente."

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 1 de maio de 2009

À minha loucura

Hoje abri meus olhos.
Forçei as pálpebras, ergui as sombrancelhas,enxerguei.
Vi o que os olhos forçavam-se a embaçar: o futuro.
Vi um alguém andando em curvas. Tropeça, cai, e ergue-se cada vez mais forte.
Andando sobre um pé só, mas todo seu equilíbrio, sua força, se encontrava ali, naquele pé. Se todas as outras partes de seu corpo andavam bambas, tortas, seu pé, a cada passo, tornava-se mais firme.
Cabelos soltos, poucas roupas, descalça. Sorria.

Vi meu eu.
Enxerguei o afora, palavra tão evitada, que agora insiste em sair da minha boca. Inevitavelmente.
As inúmeras possibilidades, os caminhos.
Engraçado, todos levam ao mesmo eu.
Um eu liberto, indeciso, excêntrico.
Um eu longe do comodismo, das palavras de bom gosto, da rotina. Brindando à loucura.
Que se manifesta a cada passo. Está cada vez mais visível, mais concreto.

O real, outra palavra que estremece meus ossos só de ouví-la.
Estou a sentindo cada vez mais próxima. Engraçado, sua presença já não me assusta mais.
Me ensinam cada dia a conviver com o sim, com o não..
Estou perdendo a fluência no talvez.

E sou grata, a quem me fez assim.
Quem me transformou hoje no que sou, no que estou me tornando.
Cada gesto, cada palavra, cada olhar, vem de alguém.
Não são meus, são uma cópia dos que gosto, uma lembrança de quem passou por mim e não o fez despercebido.
Sou um conjunto de amores, amigos e inimigos.

Estou me completando, pouco a pouco.
Hoje, mais que ontem, e menos que amanhã.
Um passo de cada vez.




HOJE É ANIVERSÁRIO DE UM DESSES ALGUÉNS.
ELE ME COMPLETA. AGORA ENTENDO O VAZIO QUE ESTOU SENTINDO ESSES DIAS.
parabéns.
MINHA VÓ, A YIAYIÁ, TÁ MUUITO MAL, PROVAVELMENTE VOU PRA GRÉCIA MÊS QUE VEM, LARGAR TUDO POR UM MÊS.
dos piores momentos surgem as melhores oportunidades!
BOM FERIADO PRA TODOS,
que os meus estão cada vez melhorees!
;*